Num projeto interdisciplinar (Geografia e Cidadania e Desenvolvimento) a docente de Geografia das turmas do 9º ano da Escola Infante D. Pedro (Agrupamento de Escolas Figueira Mar) dinamizou, no dia 11 de dezembro, uma sessão de informação, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos Humanos, destinada às turmas desse ano de escolaridade. Educação para a cidadania ativa e defesa dos direitos humanos é nossa obrigação ética e moral.
Como referiu o secretário-geral das Nações Unidas (ONU) no seu discurso celebrativo do 75.º aniversário da DUDH (Declaração universal dos direitos humanos), a construção de uma sociedade mais justa, mais humanista, solidária e inclusiva passa necessariamente pela promoção e defesa dos direitos fundamentais de todos e de cada um, num reconhecimento da dignidade de todos os seres humanos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como todas as convenções temáticas ratificadas pela maioria dos países das diferentes geografias nem sempre são uma prioridade nas suas agendas de políticas públicas, comprometendo, deste modo, o seu dever de os proteger, promover e tornar efetivos, bem como o processo de desenvolvimento humano. Mesmo nos estados democráticos de direito, eles têm de ser frequentemente relembrados, reafirmados, tendo em conta que são universais, inalienáveis e interdependentes. Relembre-se a sub-representação das mulheres nos cargos dirigentes ou na política, a desigualdade salarial ou os estereótipos de género que condicionam as escolhas académicas, pessoais, profissionais e de vida dos nossos jovens.
Para combater a guerra, o terrorismo, os extremismos ou outras ameaças à liberdade, precisamos de muitos líderes ativistas. O ativismo começa na escola. Cite-se a título de exemplo, a recente galardoada com o prémio nobel da paz em Oslo, Narges Mohammadi, jornalista e ativista iraniana acusada de difusão de propaganda contra o estado e condenada a 31 anos de prisão e 154 chicotadas. Tem feito um trabalho notável na promoção dos direitos humanos (das mulheres) e da liberdade para todos (luta contra o uso obrigatório do véu islâmico, a pena de morte). Presa mas não silenciada, continua o seu ativismo atrás das paredes da prisão, tendo iniciado este domingo uma greve de fome em defesa da minoria religiosa bahá'í.
Compete a cada um de nós fazer mais e melhor pela Humanidade, pela liberdade, justiça e paz no mundo, e a escola tem um papel crucial enquanto transformador de comportamentos e culturas. Aprender a estar do lado do bem começa na sala de aula, nos bancos do recreio, tendo em conta os pressupostos de não-violência, não discriminação e inclusão social.
É responsabilidade do setor público, setor privado, ONG´S, organizações internacionais, associações de cidadãos e todos os membros da família humana, no âmbito da cooperação para o desenvolvimento (e prossecução dos objetivos de desenvolvimento sustentável) o comprometimento e a vinculação às obrigações e deveres dos direitos humanos, consagrados no 29º artigo da Carta Universal dos Direitos Humanos.
Através da nossa ação e do pensamento podemos e devemos trabalhar em conjunto pela paz, liberdade e contra a discriminação!