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Newsletter "O Instituto de Apoio à Criança em Notícia" - Março 2023
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Newsletter "O Instituto de Apoio à Criança em Notícia" - Março 2023
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Hastear da Bandeira Verde Eco Escolas na Infante D. Pedro
Foi hasteada na Escola Infante D. Pedro (Agrupamento de Escolas Figueira Mar), a Bandeira Verde Eco Escolas, galardão anual atribuído esta escola figueirense pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol do ambiente e que atesta a adoção de boas práticas ambientais.
A Escola Infante D. Pedro, Eco Escola desde 2011, orgulha-se deste esforço conjunto, reconhecido, premiado e testemunhado por todos os que desta instituição fazem parte bem como pelos parceiros que com ela colaboram.
O ato simbólico do “Hastear da Bandeira Verde” constituiu, mais uma vez, um momento de celebração que decorreu na presença de toda a comunidade escolar e dos membros do conselho Eco Escolas, tendo sido dirigidas, algumas palavras de felicitação e incentivo neste desígnio pela preservação do planeta Terra, tendo usado da palavra, a professora responsável pelo projeto, Elsa Gomes, a engenheira Teresa, da Câmara Municipal e o Diretor do Agrupamento de Escolas Figueira Mar.
Ana Pires, primeira Cientista-Astronauta Portuguesa e “Um Salto do Fundo do Mar até ao Espaço” com os Alunos da Escola Infante D. Pedro
Na impossibilidade de se dirigir presencialmente, com o seu fato de astronauta e o seu Robô, à Escola Infante D. Pedro (Agrupamento de Escolas Figueira Mar), a Dr. ª Ana Pires, em parceria com a professora Cecília de Sousa, da Escola IDP, organizaram o webinar “Mulheres na Ciência” “Do fundo do mar ao Espaço: Desafiar os limites da Ciência e da Tecnologia”.
A Drª Ana Pires é “engenheira geotécnica e sempre se dedicou ao estudo dos mares mas, recentemente, quis dar um salto até ao espaço. Participou no Possum, um programa de investigação que estuda as nuvens noctilucentes e prepara astronautas para voos suborbitais. E isso valeu-lhe o diploma de cientista-astronauta, a primeira mulher portuguesa a receber este título.”
Assim, nos dias 28 e 29 de março, os alunos de Ciências Naturais do 5.º Ano, da Escola IDP, tiveram a oportunidade de ouvir todo o percurso académico da Drª Ana Pires, com relatos de experiências bem sucedidas e outras com pouco sucesso, mas que contribuíram para novas descobertas.
Este evento teve como principal objetivo contribuir para o enriquecimento científico e para o desenvolvimento da curiosidade científica destes estudantes.
Conceitos novos, com imagens de experiências e de estudos científicos, levaram estas crianças em “voos suborbitais”. Toda a presentação foi realizada com um discurso de acordo com a faixa etária destes discentes, que conseguiram entender os termos ligados à ciência e investigação realizada por esta cientista-astronauta investigadora que, motivada pelo “incógnito e desconhecido” candidatou-se ao Polar Suborbital Science in the Upper Mesosphere (Possum), um programa de investigação apoiado pela NASA, que se debruça sobre o estudo das nuvens noctilucentes e prepara cientistas-astronautas para voos suborbitais, e “é isto que um cientista astronauta faz”.
Embora a sua formação de base esteja ligada à Área de Engenharia Marítima, o seu espírito de cientista em busca de novos saberes levou-a a dedicar-se à Área da Robótica Subaquática, estando a realizar um mestrado na área de Robótica e Sistemas Autónomos, a desenvolver no Instituto Superior de Engenharia do Porto, depois de um mês e meio intensivo de aulas práticas e teóricas, na Universidade Aeronáutica de Embry Riddle, na Flórida (E.U.A.), e de investigação de voo no Canadá.
Estes alunos tiveram a oportunidade de conhecer virtualmente o Instituto de Engenharia do Porto, todo o trabalho que por lá é desenvolvido, nomeadamente o nome dos diferentes robôs e das funções que cada um deles desempenha, no estudo dos fundos dos mares, até 7500 m de profundidade, testam os robôs até ao limite. A sua equipa também tem ao seu dispor um navio, onde os cientistas navegam no mar e fazem estudos para o Instituto Português de Meteorologia, este fantástico navio que se chama “Mar Profundo”, consegue ir para o mar até mais ou menos 60 milhas, (cerca de 100 km ao largo da costa e testar os robô no oceano Atlântico), recolhendo dados que depois são estudados no Instituto.
A cientista apresentou ainda o projeto Unexup, em que um “veículo autónomo subaquático”, robô de forma esférica, com sondas, sensores e câmaras (vai ter muito em breve um braço robótico para recolha de amostras) realiza o mapeamento de cavernas subaquáticas, tendo realizado uma “viagem” na antiga mina abandonada da Urgeiriça, um poço cheio de água, estando os cientistas na sala de controlo a dirigir este Robô.
Esta equipa bateu o recorde mundial de profundidade na exploração da caverna natural mais profunda do mundo, o “Abismo de Hranice”, ao conseguir levar, pela primeira vez, um veículo autónomo subaquático até aos 450 metros.
Esta atividade, com os alunos, decorreu na Sala do Futuro da Escola Infante D. Pedro (AEFM), através da aplicação do Googlemeet.
Todos os discentes tiveram a oportunidade de consolidar muitos dos conteúdos lecionados nas aulas através de histórias reais vivenciadas pela astronauta portuguesa, cheia de motivação e energia positiva, tendo motivado estas crianças para a descoberta de que “todas as áreas do “saber” se encontram interligadas e que devemos seguir os nossos sonhos. Todas elas são necessárias e podem-se enquadrar na área da Ciência e da Astronomia.”
Todos os alunos revelaram muito interesse e mantiveram um ótimo comportamento ao longo de toda a atividade. A Cientista portuguesa deu ainda oportunidade a estes discentes de colocarem as suas dúvidas, tendo realizado que estas crianças estiveram atentas à sua apresentação, pelas questões pertinentes que foram colocando. Ficou a promessa de, no próximo ano, vir visitar a Escola Infante D. Pedro. Por agora tem de se preparar para uma nova investigação, com outros cientistas, no deserto do Utah, Mars Desert Research Station.
Crepes Saudáveis, na Prevenção de Doenças Cardiovasculares
Esta atividade surgiu do estudo do Sistema Cardiovascular e com a verificação dos hábitos alimentares de alguns alunos da nossa escola. Assim, os alunos do 6,º ano realizaram pequenos cartazes, após serem abordados os conteúdos dos “Comportamentos de risco associados às doenças cardiovasculares”, tais como o sedentarismo, o tabagismo e a má alimentação; hábitos que contribuem para a obesidade e que podem originar a hipertensão arterial e aterosclerose.
Os cartazes foram expostos no CATL, com as medidas preventivas das doenças cardiovasculares: “Evitar situações de stress; prática de atividade física moderada e regular; controlar regularmente a tensão arterial, bem como os níveis de açúcar e colesterol no sangue; evitar o fumo do tabaco e outras drogas; realizar exames médicos com regularidade (de acordo com a idade/estado de saúde) e desenvolver hábitos de uma alimentação saudável.
Estes discentes aprenderam a manusear equipamentos médicos de prevenção de doenças cardiovasculares, tais como: estetoscópio, oxímetro, e medidor de tensão arterial. Foram ainda alertados para estarem atentos às dificuldades que possam surgir na saúde dos seus pais e avós, podendo ser uma mais valia na descoberta precoce de algumas enfermidades.
A receita de crepes saudáveis, disponibilizada pelas professoras Paula Ângela e Leonor, do grupo de Francês, foi um sucesso. A pastelaria “Doce Pecado” ofereceu alguns dos ingredientes para a confeção dos mesmos. O nosso muito obrigada!
Os alunos do 6º ano têm verificado um crescente consumo de gomas e outros alimentos açucarados, que algumas crianças/adolescentes trazem para a escola, bem como, comida vinda de cadeias alimentares pouco saudáveis, como hambúrgueres e bebidas açucaradas e gaseificadas (transportam estes bens alimentares nas suas mochilas).
O Clube da Floresta (+) Verde tem verificado ainda que há hábitos a serem corrigidos, em termos de higiene de espaço verde da escola. Os membros do Clube estão já a planificar uma atividade de sensibilização para a não poluição do espaço que é de todos.
Todos os alunos colaboraram nesta atividade com iniciativa, de forma positiva e com alegria, manifestando gosto por estarem a contribuir para o bem da escola e de todos.
A todos os dinamizadores destas atividades o nosso muito obrigada.
Uma escola unida, com iniciativa, para o bem comum.