Sentir e pensar a Igualdade de Género na Escola Secundária Dr. Bernardino Machado
Mais um grande dia, uma grande aula orientada por uma encarregada de educação, professora reformada de artes cénicas, para trabalhar a temática da Igualdade de Género no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
Ana Cristina convidou os alunos para se colocarem em círculo, pois aí todos são iguais, estando todos à mesma distância do centro, focando-se na igualdade que existia ali, independentemente do sexo, da idade e das convicções. Assim, iniciou uma dinâmica pedagógica e divertidíssima para diluir tensões, por isso, alunos e professoras caminharam com foco, olharam-se e espelharam movimentos e comportamentos, entre outras propostas.
Seguidamente, a turma observou uma fotografia antiga e o novelo foi sendo desenrolado numa partilha emocionada sobre a história sofrida de três mulheres. Uma mãe que se casou com 12 anos com um homem muito mais velho e que nunca pôde ser alfabetizada para evitar que ela escrevesse cartas. Uma filha coagida a casar contra a sua vontade e a outra que fugiu de um casamento amargo, marcado pelo ciúme e pela violência. Respirava-se silêncio e respeito pelo sofrimento.
Em grupos mistos de três, os alunos refletiram sobre questões atuais que visam despoletar neles um crescimento íntegro, solidário e consciente que a Igualdade de Género é um direito intrínseco e partilharam as suas opiniões, sendo acolhidos no centro da roda.
O sorriso, o apreço, a gratidão e o abraço revelaram quão importante e salutar são os laços que abraçam pais, filhos e docentes numa escola plena.