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Uma das excelentes formas de terminar um período letivo na Bernardino Machado.
No terminus do segundo período, as docentes que lecionam a disciplina de Português às turmas B e C do 11.º ano, decidiram organizar uma visita de estudo e levar os alunos numa viagem a terras de Eça de Queiroz. O grupo, constituído por 41 alunos e 11 professores, no âmbito da interdisciplinaridade (Português, Filosofia, Matemática, Biologia, Físico-Química) e sob a égide do estágio integrado da FLUC, representado por um grupo de quatro professores em formação em ensino, partiu da Figueira da Foz, de autocarro rumo à estação de caminho-de-ferro de Campanhã, onde prosseguiu a viagem de comboio até à estação de Aregos, sita a cerca de 3Km na Fundação Eça de Queiroz, o local a visitar, tendo em conta a leitura integral de uma das obras emblemáticas do autor, Os Maias, pertencente ao domínio da educação literária, constante do programa da disciplina de Português. A casa em Tormes, topónimo pelo qual comummente é conhecido, é a materialização do romanceA Cidade e as Serras. Nela está o espólio do escritor que também teve uma brilhante carreira diplomática, envolto de um espírito humanista profundo. Na verdade, Tormes é um lugarejo, sede da Fundação Eça de Queiroz, no Douro. Mas, na verdade, Tormes não existe. É um topónimo inventado pelo autor e materializado no seu romance A Cidade e as Serras (1901). Com o tempo, foi apropriado pelos locais. "Aqui era a Quinta de Vila Nova, na Freguesia de Santa Cruz do Douro. Tormes vem após o romance de Eça. A estação de comboios mais próxima é Aregos, que também foi rebatizada como Tormes. Possivelmente hoje ninguém conhece Vila Nova. E a ficção tornou-se real", explica Sandra Melo, a guia que nos levou pelo passeio interior da casa, onde se encontram os pertences do escritor.
Apesar de o escritor nunca ter, de facto, vivido ali, a casa começou a ser habitada depois da implantação da República por volta de 1916. A sua filha mais velha, Maria Eça de Queiroz, cuidou do espólio do seu pai e fez as primeiras obras. As peças do núcleo museológico pertenciam ao escritor e estavam na sua última residência em Paris, antes de morrer em 1900. Cultura e contacto com a natureza foram o ex-libris desta viagem, como se pode confirmar nas páginas queirozianas «Lá em baixo, o Douro corre solene e a paisagem sobe em socalcos de vinha e laranjal até à quinta. "Por toda a parte, a água sussurrante, a água fecundante." Zé Fernandes e Jacinto caminham durante quase uma hora. "Vagarosamente e maravilhados, chegámos aquela avenida de faias, que sempre me encantara pela sua fidalga gravidade." Jacinto, que nunca saía de Paris e se aborrecia com o campo, estava rendido. "Que beleza!", exclamava. "E ao fundo das faias, com efeito, aparecia o portão da Quinta de Tormes, com o seu brasão de armas, de secular granito, que o musgo retocava e mais envelhecia." E na viagem de regresso, a natureza presenteou-nos com as cerejeiras em flor.








































Centro Escolar de Vila Verde (Agrupamento Figueira Mar) foi ao Museu Municipal
Agrupamento de Escolas Figueira Mar alcança dois pódios no Campeonato Regional de Orientação do Centro e apura-se para o Campeonato Nacional