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"(…) a poesia não funciona com ideias feitas. Nesse sentido, acaba por ser uma forma íntima de resistência."
Andreia C. Faria
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A liberdade é um dos pilares fundamentais de uma sociedade democrática. A arte desempenhou um papel crucial na luta pela liberdade e continua a ser uma poderosa ferramenta na expressão livre em todo o mundo. Através das expressões artísticas, os artistas desafiam convenções sociais, questionam injustiças e dão voz às aspirações e anseios do coletivo. A arte é um veículo de resistência e de afirmação. As canções revolucionárias, os poemas contestatários e as manifestações artísticas contribuem para mobilizar as pessoas, inspirando-as a sonhar com um presente e um futuro mais justos e democráticos, mais diversos e inclusivos, e assim, o mundo “pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança”. Nesta edição da Newsletter, o PNA comemora o seu 5.º aniversário e dedica-o ao tema dos 50 ANOS DO 25 DE ABRIL.
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COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS DO 25 DE ABRIL Todos à Manif!
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O Plano Nacional das Artes lançou um convite às escolas que fazem parte da sua rede nacional para participarem nas celebrações do cinquentenário do 25 de abril. Juntas elaboraram um programa abrangente, que englobou exposições, publicações, espetáculos, itinerários temáticos, ações de formação e o “Todos à Manif!”. Este último evento, que contou com o apoio da Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, levou escolas de todo o país a saírem à rua, desde Braga à Marinha Grande, passando pela Figueira da Foz, Marco de Canaveses, Amarante, Serpa, Almada, Abrantes, Odemira, Setúbal, Lisboa e muitas outras localidades. O "Todos à Manif!" foi um movimento simultâneo e coordenado, no qual as escolas recuperaram palavras de ordem de há 50 anos e apresentaram as suas reivindicações atuais. Foi uma demonstração participativa de cidadania e vitalidade democrática, destacando o compromisso das novas gerações para com os valores e ideais da Revolução dos Cravos.
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Mochila Cultural Digital Músicas de Intervenção
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Jovens dos 2.º, 3.º ciclos e ensino secundário, professores e membros das comunidades educativas foram convidados a assistir ao concerto comentado "Músicas de Intervenção", com explicações e contextualizações históricas e sociais das letras dadas pelo professor e músico Manuel Rocha. Esta Mochila, com um concerto feito de alunos para alunos, foi organizada em parceria com a Comissão das Comemorações do Cinquentenário do 25 de Abril, o Centro de Artes e Espetáculos, a Câmara Municipal e o Conservatório de Música David Sousa da Figueira da Foz, juntamente com a Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra. Decorreu no dia 23 de abril. Reveja aqui a Mochila.
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PARCERIA A Minha Liberdade é de Todos
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O projeto A Minha Liberdade é de Todos resultou da uma colaboração entre a Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, o Gerador, o Plano Nacional das Artes e a Viarco. Os alunos puderam exprimir a sua liberdade individual, num movimento coletivo, desenhando com um lápis azul em “azulejos”, materiais que foram enviados para as escolas que participaram no projeto. A iniciativa visou unir alunos de mais de duzentas escolas de todo o país na criação de um mural digital colaborativo, utilizando desenhos e textos feitos com o modelo exato do “lápis azul” usado pela Censura durante o Estado Novo.
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PROJETO CULTURAL DE ESCOLA Faz-se dramaturgia no Camões
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Uma turma de Teatro do 12.º ano da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, realizou, em abril, a criação coletiva Da Noite para o Dia, fruto de histórias recolhidas junto de familiares que vivenciaram o fim da ditadura e a Revolução. O espetáculo abordou a vida sob a ditadura fascista, destacando a pobreza, a repressão, as dificuldades educativas e o colonialismo. Além disso, refletiu sobre o presente, marcando os 50 anos passados sobre esses factos. Outra turma apresentou Lisboa Não Sejas, também caracterizada por uma dramaturgia coletiva, dialogando com a obra de Maria Judite de Carvalho. Ambas as turmas demonstraram as competências em interpretação, movimento e análise teatral, desenvolvidas ao longo dos dois primeiros períodos escolares.Foram muitas as iniciativas realizadas pelas escolas em todo o território nacional, onde houve lugar para as mais diversas atividades, feitas com a comunidade e para a comunidade, o que mostrou um empenho e dedicação enormes de todos nesta celebração de Abril.
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FORMAÇÃO Histórias difíceis, legados difíceis: como ensinar e falar sobre escravatura e comércio transatlântico de escravos
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Terá lugar em julho, na Fundação Calouste Gulbenkian, um curso de formação de uma semana sobre o papel de Portugal no comércio de escravos, destacando dados históricos relevantes e desconstruindo alguns preconceitos que perduram na memória pública portuguesa. Aberta a professores, mediadores de museus e outros profissionais da área educativa, a formação tem como objetivos refletir sobre os atuais programas escolares e apresentar abordagens alternativas com base em histórias específicas que podem humanizar e enriquecer as práticas pedagógicas, tanto na sala de aula como nos museus. Inscrições aqui.
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EVENTO Fórum Artes e Ofícios 2024
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O Fórum Artes e Ofícios 2024 é uma iniciativa da plataforma origem comum, este ano promovida pelo município de Odemira, com organização da CACO e com a parceria do programa Saber Fazer, dgARTES. Durante os meses de junho e julho, no concelho de Odemira, acontecem oficinas, exposições, workshops e performances, para além de outras atividades satélite. O lugar central está reservado para o Colóquio, desta vez para discutir como “Transmitir o FAZER”. Com a participação da comunidade dedicada à produção artesanal, a ideia é explorar o poder transformador da aprendizagem com as mãos, reconhecendo e celebrando as artes e os ofícios tradicionais que moldam as nossas identidades e fortalecem as nossas comunidades. O Governo dos Açores, através do Centro de Artesanato e Design dos Açores (CADA), é o convidado oficial da edição de 2024. Inscrições Oficinas aqui. Inscrições Colóquio aqui.
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CONCURSO Centenário da viagem aérea Portugal-Macau
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Para comemorar e divulgar esta notável jornada, o Município de Odemira, em parceria com o Plano Nacional das Artes, lançou um concurso de banda desenhada. Esta iniciativa, com candidaturas abertas até ao dia 30 de junho, destina-se a alunos do ensino superior, secundário e ensino básico e visa promover aquele género literário, destacando autores e realizando atividades educativas. Através deste concurso procura-se não só homenagear os vanguardistas da aviação, mas também estimular o conhecimento sobre este marco histórico.
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Registos de atividades desenvolvidas no âmbito Indisciplinar a Escola.
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