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Abril é o Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância

Abril é o Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância

Newsletter "O IAC em Notícia" - Março 2024
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Editorial Março é um mês muito especial para o IAC. Celebrámos o nosso 41.º aniversário no dia 14 de março. Parabéns ao IAC, às equipas, aos parceiros e a todos os que partilham da nossa missão e nos acompanham neste caminho, na defesa e promoção dos Direitos da Criança. Realizámos o Encontro Anual da Rede GAAF, este ano com o tema “O papel das equipas GAAF na promoção e proteção das Crianças e Jovens”. Com grande recetividade, contámos com um elevado número de participantes que assistiram a este momento de grande partilha e reflexão. Continuamos empenhados na implementação do Plano de Sensibilização e Prevenção Contra o Bullying, criado em conjunto com a Giotto, com a realização de várias sessões de sensibilização para alunos das escolas de Portugal, porque acreditamos que "Todos Pintamos Contra o Bullying". Sempre dinâmicas e imparáveis na defesa e promoção dos Direitos da Criança, as equipas do IAC promoveram várias ações para pais, família, crianças, jovens e para profissionais da área da educação, que visaram a sensibilização e a capacitação no âmbito de várias temáticas.
A Equipa |
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Escola de Segunda Oportunidade |
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Intervenção na Comunidade |
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Newsletter "O IAC em Notícia" - Março 2024
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Ontem Hoje e Amanhã – Do Impulso ao Pensamento e à Ação
No final da tertúlia “Ontem, hoje e amanhã”, que decorreu no Auditório Madalena Biscaia Perdigão, no dia 27 de abril, pelas 16 horas, todos, sem exceção, cantaram, de pé, a “Grândola Vila Morena”, não uma versão modernizada e esquisita, mas a versão original e atualíssima. Mas isso foi depois de se ter discutido se o Portugal do Estado Novo era um país orgulhosamente só e profundamente triste, com um quadro mental atrasado em relação ao mundo e, em particular, às profundas mudanças a que a Europa do pós 2.ª Guerra Mundial assistia, ou então se era já, apesar de todos os grilhões de um status quo fascista, um país de alguma forma aberto à mudança, com as sementes da liberdade e as cores da esperança. Depois veio a discussão da mudança dos quadros mentais, a mudança interior, apenas possível pela mudança exterior, com início formal na data que celebramos, o 25 de abril de 1974, ter permitido a alteração das expectativas dos portugueses e, embora atrasada, ter permitido estatísticas comparáveis com as dos outros países europeus, mas sobretudo ter mudado a vida concreta das pessoas que há muito ansiavam pelo direito a sair e pelo direito a ficar, pelo direito de pensar e pelo direito de falar abertamente, agora libertas da mordaça de um lápis azul amiúde quase analfabeto.
Naturalmente que o 25 de abril é um processo em curso e nem tudo correu bem. Mas uma das vozes da tertúlia lembrou que, ao contrário do que gostamos de pensar, não somos deuses, somos imperfeitos e finitos, demasiado humanos, que perguntam ao vento para onde vai, mas que o vento nada nos diz. Ainda assim, isso não é uma fatalidade, porque, em última análise, é preferível perceber que há caminhos a percorrer do que ser obrigado a caminhar numa estrada que não se bifurca. É no presente do Portugal assim vestido, com os olhos postos no passado, que se constrói o futuro que sempre nos escapará, é verdade, mas que é preferível à servidão do silêncio porque, devemos lembrar-nos, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.
Falou-se também do Portugal de todos os que se politizaram a partir das cantigas do Adriano Correia de Oliveira, do Fausto, do Francisco Fanhais, do José Mário Branco, do Luís Cília, do Sérgio Godinho e do Zeca Afonso e que, depois, por via do impulso que causou o pensamento ou por via do pensamento que causou o impulso, ajudaram a transformar o país. Há 50 anos, esse foi o movimento da liberdade que continua e deve continuar a alimentar os sonhos de quem tem o dever de se insurgir contra os estereótipos e os preconceitos, as desigualdades, as injustiças e a pobreza, onde quer que elas existam, onde quer que elas surjam. Só dessa forma poderemos combater todos os que querem hoje transformar a nostalgia do passado numa ditadura do futuro.
Falou-se da madrugada do 25 de abril e da abertura a possibilidades que esta revolução singular representa, mas também de uma curiosa revolução de alguns estudantes de Teologia dentro da Revolução dos Cravos. A conversa foi superiormente moderada pela aluna Catarina Mota do 12.º A, e fluiu entre os convidados, o Professor Doutor João Luís Fernandes, professor auxiliar no Departamento de Geografia e Turismo (Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra), e, desde 2021, subdiretor da Faculdade de Letras para as áreas de inovação e internacionalização, e o Professor Doutor João Maria André, professor catedrático, autor e de inúmeros livros, nomeadamente de poesia, e antigo diretor do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra. Contou também com a Amanda, a Ayana, a Estella, a Kelly, a Laura Santos, a Rafaela e a Valentina que acompanharam a Beatriz Pires e a Liubov na canção “Que força é essa amiga”, da Capicua, uma versão do original de Sérgio Godinho “Que força é essa amigo”. Esse momento foi o leitmotiv para lembrar que, para as mulheres, apesar do 25 de abril ter mudado muita coisa, mudou ainda muito pouco e que o pouco que mudou parece agora cada vez mais ameaçado.
Na mente de todos os que estiveram na tertúlia, um evento cultural da Figueira da Foz com epicentro na Escola Secundária Dr. Bernardino Machado e no Agrupamento de Escolas Figueira Mar, ficou claro que o golpe militar de 25 de abril de 1974 alterou radicalmente a vida dos portugueses, abrindo um leque de possibilidades quanto ao caminho a seguir, abrindo a todos o campo dos sonhos contra o fatalismo histórico e o determinismo social. Mas serviu para lembrar que a liberdade não é portuguesa, é da humanidade. Torna-se, assim, necessário renovar votos e lembrar que as cores, incluindo as cores da liberdade, como as plantas, podem rapidamente esmorecer, acinzentar-se e, eventualmente, morrer, se não forem regadas e nutridas. Dar o amanhã como garantido escancara a porta às forças mais negras da natureza humana, aos ismos, ao ódio e à violência que se autojustifica com fatores moralmente arbitrários, que contaminam as instituições democráticas, sempre precárias e desprotegidas. Afinal, sempre que o culto da personalidade transcende os factos, quando as pessoas deixam de se preocupar com a verdade, na verdade, quando a reveem e quando ignoram falhas graves de carácter para proteger uma determinada ideologia, é aí que a liberdade está em perigo.
É, tem de ser, 25 de abril sempre, em todo o lado, o tempo todo porque, como diz a canção, sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida entre as mãos de uma criança.
Viva o 25 de abril e que venham mais 50!

Alunos do 9º ano da Escola Dr. João de Barros visitaram a Escola Secundária Dr. Bernardino Machado
No dia 23 de abril, quatro turmas do 9ºano, num total de 81 alunos, da Escola Dr. João de Barros, visitaram a Escola Secundária Dr. Bernardino Machado, sendo recebidos por professores e alunos dos diversos cursos do ensino secundário.
Durante toda a manhã visitaram salas, laboratórios e os diversos espaços desta escola, ficando igualmente a conhecer toda a vasta oferta formativa da Escola Bernardino Machado, ao nível dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais.
Democracia ou Ditadura, qual o melhor Regime Político?
O dia 29 de abril, foi o ponto alto da comemoração da Revolução dos Cravos na nossa Escola do Castelo (Agrupamento de Escolas Figueira Mar). Foi um dia memorável…afinal, não é todos os dias que se tem o privilégio de receber o nosso Diretor.
Somos os alunos das turmas 3ºC e 4ºD e recebemos o Diretor Pedro Mota Curto que, de forma intimista, nos ajudou a compreender dois contextos históricos e sociais, completamente distintos, vividos pelos portugueses antes e depois do 25 de abril de 1974.
A partir de uma linha de tempo, fez uma cronologia, com datas significativas, propostas por nós próprios, por estarem ligadas a factos relacionados com elementos das nossas famílias, sobre as diferenças entre a Ditadura e a Democracia, colocando ao centro da linha do tempo a Revolução dos Cravos.
Numa aula de História, dinâmica e participativa, ficámos a saber muito mais sobre os 48 anos de Ditadura, por oposição aos 50 anos de Democracia. Concordámos, todos em uníssono, que é bem melhor viver em Liberdade.
Agradecemos publicamente a palestra fabulosa dada pelo nosso Diretor.
(os alunos da Escola do Castelo)