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IMG-20240603-WA0003 CustomA Astronomia dos Lusíadas

 

 

No dia 3 de junho, no Auditório João César Monteiro (CAE), a oito dias do 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas, a Escola Secundária Dr. Bernardino Machado (Agrupamento de Escolas Figueira Mar) assinalou os 500 anos do nascimento do autor d’Os Lusíadas, o grande poema épico da identidade lusa, que muitos veem como a certidão de nascimento da língua portuguesa, a última flor do Lácio.

Guiados pelo apaixonado e apaixonante discurso do Professor Doutor Carlos Santos, doutorado em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, investigador na Universidade Nova de Lisboa e Mestre Internacional de Xadrez, a celebração foi uma oportunidade para viajar dentro da viagem pelo espaço e tempo da odisseia de Camões, o grande pintor marítimo, segundo Humboldt.

Nesta viagem, “A Astronomia dos Lusíadas”, de seu nome, para além de ter ficado evidente o valor intrínseco do conhecimento e o valor extrínseco da interdisciplinaridade, provou-se que Camões demonstra, n’Os Lusíadas, um conhecimento bastante preciso da cosmogonia da época, ainda sem as conceções de Copérnico, do sistema heliocêntrico. 

A conferência, moderada pela aluna Estella Barcelos (12.º A), da Escola Bernardino Machado, foi sobretudo um evento cultural em que se cruzou ciência com mitologia para materializar uma leitura d’Os Lusíadas fora da caixa e indiferente à censura do politicamente correto. Forneceu coordenadas para a re-leitura do poema épico, consistindo num exercício prático de zoom-in para mostrar o que, n’Os Lusíadas, deve ser lido literalmente e o que exige esforço, um enorme esforço hermenêutico para compreender aquele que Voltaire chamou de “Virgílio português” e o século XIX de “Plutarco português”.

Esta atividade foi uma organização conjunta dos grupos de Filosofia, Física e Química, Matemática e Português do Agrupamento de Escola Figueira Mar.

 

Agrupamento de Escolas Figueira Mar