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logo pna pretoPlano Nacional das Artes #novembro2024

 

 

amo
a lenta floração
dos bandos

Daniel Faria

Com cerca de 1000 parceiros presentes e com o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém cheio, foi apresentado, pelo comissário Paulo Pires do Vale e pela subcomissária Sara Brighenti, no dia 21 de outubro, o Plano Estratégico do Plano Nacional das Artes para o período 2024-2029. Algumas medidas lançadas há cinco anos vão continuar até 2029, como a Bienal Cultura e Educação, o Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais e o Plano Cultural de Escola, que envolve atualmente 534 unidade orgânicas de ensino (66% da totalidade), 204 municípios e mais de 3000 entidades culturais. A partir de agora, reforça-se a relação com o ensino superior, com a introdução do programa Campus Cultural. A tarde, que foi de celebração e de festa, contou com o momento musical Poemas, de Luís Cipriano, a partir da obra de Eugénio de Andrade, pelo Coro Infantil da Beira Interior e pelo Coro Misto da Beira Interior, acompanhados de um grupo de percussão. Decorreu ainda a entrega de prémios de reconhecimento PNA, a que se seguiram as intervenções da Ministra da Cultura e do Ministro da Educação.

PRÉMIOS
Plano Nacional das Artes

O PNA anunciou, a 21 de outubro, os vencedores dos prémios de reconhecimento PNA 2024, que destacam iniciativas que promovem a democracia cultural e transformam comunidades, por meio da arte e da educação. Os premiados foram: 1. Arte e Vida – Madalena Victorino, pela sua atuação continuada em comunidades vulneráveis, promovendo a inclusão; 2. Território e Democracia Cultural – Câmara Municipal de Braga, pelo Programa ATLAS, que incentiva a cidadania ativa nas escolas; 3. Fruição e Mediação – Anozero, pela mediação entre arte e educação, envolvendo escolas e comunidades; 4. Indisciplinar a Escola – Escola Básica Integrada da Horta, que promove a aprendizagem lúdica e colaborativa, contando com a artista residente Luísa Alpalhão; 5. Participação e Inclusão – Dançando com a Diferença, projeto reconhecido por integrar artistas com deficiência, promovendo a representatividade. Estes prémios refletem a força das parcerias entre educação e cultura em Portugal, reconhecendo o valioso trabalho, não só dos vencedores como de todos os nomeados.

MOCHILA CULTURAL
Vestir calças, filme-debate sobre a Igualdade de Género

Partindo da exibição da curta-metragem Dona Fúnfia, propôs-se um debate sobre a igualdade de género, trazendo à discussão os estereótipos de género, conducentes a desigualdades e discriminações, ainda presentes na nossa sociedade. Esta Mochila integrou o programa da 48.ª edição do CINANIMA, festival internacional de cinema da animação, em Espinho, e contou com a participação de Margarida Madeira, realizadora da curta-metragem, Rita Pinheiro, atriz e ativista, Mário Cachada, chefe de divisão da Cultura e Educação do Município de Espinho, Sílvia Berény, educadora, Camila Teixeira Lopes, aluna do 3.º ano do OSMOPE, Joana Félix, coordenadora intermunicipal do PNA e Paulo Oliveira Fernandes, CINANIMA, numa conversa moderada por Susana Cabeleira, coordenadora intermunicipal do PNA.

ALMEIDA GARRETT, quem és tu?, Teatro Nacional D. Maria II

Nesta conversa, a partir das eternas questões sobre Frei Luís de Sousa, vamos tentar saber quem era e por que escreveu Almeida Garrett – autor, deputado, incansável defensor da liberdade - uma peça que parece resumir a alma portuguesa. O objetivo é promover um momento de partilha e reflexão sobre a relevância artística da obra de Almeida Garrett nos dias de hoje, trazendo à discussão diversas perspetivas sobre o seu legado literário e cultural.
A conversa, desde o auditório do Museu Nacional do Teatro e da Dança, será animada pelo curador da exposição QUEM ÉS TU? UM TEATRO NACIONAL A OLHAR PARA O PAÍS, Tiago Bartolomeu Costa, e contará com as presenças do biógrafo de Almeida Garrett, Paulo Silveira e Sousa, da encenadora Raquel Castro, e do coletivo Silly Season. Assista aqui, no dia 10 de dezembro, às 11h30, em streaming.

ENCONTRO
2n Fòrum de les Arts a l'Educació

Em resposta ao compromisso feito durante o 1.º Fórum das Artes na Educação, o Conselho Nacional da Cultura e das Artes (CoNCA) realizou a sua 2.ª edição no dia 30 de outubro, em Barcelona. Reforçou-se a necessidade de maior reconhecimento e de uma presença mais efetiva das artes no sistema educativo, através da implementação de políticas que contem com a participação ativa dos profissionais da área. Fez-se um balanço das recomendações da Carta das Artes na Educação, formaram-se grupos de reflexão participativa e debateram-se experiências educativas de países vizinhos, como França e Portugal, onde participou o comissário do PNA, Paulo Pires do Vale.

ACADEMIA
Portefólio

Durante os primeiros 5 anos do PNA, decorreram 345 ações de formação, que envolveram 14074 formandos, ao longo de 4620 horas de formação. Com a apresentação do novo plano estratégico, este ano letivo, o portefólio da Academia PNA foi atualizado e integra agora 70 ações de formação, que incluem cursos e oficinas. Foram estabelecidos 70 protocolos com os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE) de todo o país, com solicitações para 384 ações de formação.
A bolsa de formadores da Academia PNA conta com cerca de 100 profissionais. O objetivo deste alargamento e da ampliação da oferta formativa é garantir a sustentabilidade do processo de capacitação transdisciplinar promovido pela Academia.

PROJETOS
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 Filmes - Oficinas Olhar pelo Tempo - 2023 e 2024

Olhar pelo Tempo é um projeto de educação cinematográfica da associação Entre Imagem, que oferece oficinas sobre o património ambiental e cultural de Mértola e Beja. Voltadas para crianças e jovens, as oficinas permitem que, com a orientação de profissionais de cinema, os participantes desenvolvam um filme, desde a ideia inicial até à montagem, aprendendo a contar histórias através de imagens e sons.
No dia 15 de outubro, foram exibidos, no Pax Julia, oito filmes realizados pelos participantes. O evento contou com a presença de cerca de 220 pessoas, entre parceiros e o público em geral. O projeto tem o apoio financeiro do ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da Câmara Municipal de Mértola, da Direção Regional da Cultura do Alentejo e da Museus e Monumentos de Portugal, além do apoio logístico da Câmara Municipal de Beja.

FORMAÇÃO
Aga Khan

O Plano Nacional das Artes celebrou, no ano letivo anterior, um protocolo com a Fundação Aga Khan, no âmbito da formação de docentes, nas áreas artísticas e culturais, para as escolas da rede pública. Pretendeu-se aprofundar o conhecimento de diversas formas de arte e de diferentes instituições culturais, alargando os hábitos de cultura entre a população escolar e fomentando a transdisciplinaridade com recurso à pedagogia das artes e dos patrimónios. Esta 1.ª edição da formação destinou-se aos docentes do 1.º ciclo e da educação pré-escolar. Assim, programaram-se, em todo o território nacional, 25 formações financiadas pela Fundação Aga Khan, em articulação com os diversos CFAE e com os vários formadores/artistas, num total de 387 formandos.

PERSONALIDADE
Madalena Victorino

Madalena Victorino é formada em dança contemporânea e composição coreográfica, com estudos na London School of Contemporary Dance e destaca-se pela criação de projetos que ligam a arte e a sociedade. Cocriou o Forum Dança, foi responsável pelo Centro de Pedagogia do CCB, de 1996 a 2008, coordena, desde 2014, o projeto MIRAGEM! e é autora do programa curricular de dança do Ministério da Educação. Foi também coprogramadora do Festival TODOS e a criadora da cooperativa LAVRAR O MAR. Ganhou o prémio de reconhecimento PNA na categoria Arte e Vida. Subiu ao palco, no dia 21 de outubro, para nos dizer que são necessários investimentos, infraestruturas e robustez financeira para que a colaboração entre artes e educação seja eficaz, tendo em vista também o bem-estar dos professores, que, frequentemente, enfrentam múltiplos desafios. Ter apenas um artista residente nas escolas não chega. Tem de haver companhias que inundem as escolas e que façam, em parceria com os professores, o combate e a luta por verdadeiros projetos culturais, que vão indisciplinar, mas que vão também revolucionar os hábitos da escola e desafiar a rotina. É preciso mudar mentalidades, cuidar dos territórios longe dos centros urbanos e mapear os artistas por todo o país. Muito já foi feito, no entanto, muito ainda há por fazer.

Atividades desenvolvidas no âmbito do Plano Cultural de Escola.

Agrupamento de Escolas Figueira Mar