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Servir a vida
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No final de mais um ano – em que fechámos o primeiro ciclo de cinco anos do Plano – e quase a iniciar um novo ano – em que continuaremos a implementar a nova estratégia para os próximos cinco anos –, é importante retomar uma pergunta essencial: como podem as instituições servir a vida? Uma resposta possível que não nos cansamos de propor e que temos como farol para o nós próprios no Plano: temos de transformar as instituições em extituições. Lugares sem muros, de colaboração, de abertura ao diferente, aos outros, aos excluídos, às margens – de onde podem vir as propostas inovadoras e inesperadas de transformação dos (pretensos) centros. Lugares onde a vida, na sua plasticidade, diversidade e fecundidade se manifesta. Lugares de serviço, num movimento de saída de si mesmos. Para isso, tantas vezes temos de desaprender: os nossos hábitos, certezas e preconceitos enraizados exigem uma aprendizagem de desaprender (Alberto Caeiro). Não é espontâneo nem rápido, nunca está terminado. Por exemplo, e de forma muito prática: em vez de “fazer para” (com boas intenções), “trabalhar com” (sem menorização dos outros). Partilhar o poder que cada um de nós tem, maior ou menor. A cultura, a ciência e o conhecimento não são uma certeza assegurada e imóvel que uns (senhores da Verdade) devem apenas passar, já realizada, a outros (meros consumidores). São tarefa infinita, construção interminada, processo de diálogo intergeracional, intercultural, de criação de sentido em comum. Implica escuta e participação. Luta e resistência. Conflito e negociação. Ou seja: promoção de cidadania. De democracia. Só assim as instituições conseguirão ajudar a indestinar a vida dos cidadãos, contrariar as condições e constrangimentos sociais, familiares, económicos, culturais, que cada um de nós transporta - e assim dilatar o seu mundo, o seu horizonte, com possibilidades de si que nem sabia que tinha. Uma forma de servir a vida que renasce no espanto. “Nunca nascemos o suficiente”, escreveu E.E.Cummings. Precisamos de instituições que nos ajudem a nascer. Paulo Pires do Vale
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CURSO Mediação Cultural e Artística
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No dia 23 de dezembro, abrem as candidaturas para a 1.ª edição do Curso de Mediação Cultural e Artística, promovido pelo Plano Nacional das Artes (PNA) em colaboração com o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e a Direção-Geral das Artes (dgARTES). O curso de 120 horas, com 12 de mentoria individual, decorrerá de março a julho do próximo ano e destaca-se pela abordagem imersiva e pelo desenvolvimento de projetos. O financiamento do curso é assegurado integralmente pelo PNA e pela dgARTES. O prazo das candidaturas termina a 20 de janeiro de 2025. Destinado a agentes culturais ativos, especialmente técnicos de autarquias e de instituições culturais e artísticas credenciadas nas Redes (Museus, Bibliotecas, Teatros e Cineteatros, Cineclubes, Arte Contemporânea), o curso (em Regime B-learning) inclui sessões presenciais e online, além de um projeto individual, e apresenta um quadro teórico e prático capaz de problematizar as questões que se impõem no âmbito do impacto da mediação cultural e artística na sociedade, tendo em vista a promoção da educação ao longo da vida e a valorização das artes e dos patrimónios nas vidas dos cidadãos. Os objetivos abrangem a promoção da formação contínua de profissionais, a constituição de um referencial conceptual e de boas práticas partilhado e a promoção de sinergias entre instituições culturais. A iniciativa representa um passo crucial para a formação das equipas das Redes, contribuindo para a coesão territorial em Portugal. O planeamento e a implementação da 1.ª edição ficam a cargo do IPL e do PNA, com a colaboração da dgARTES e com a coordenação técnica e científica da Cátedra UNESCO em Gestão das Artes e da Cultura, Cidades e Criatividade do IPL. A partir do dia 23 de dezembro, consulte o Regulamento e o Edital no portal IPL.
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MOCHILA CULTURAL Chapitô: um mundo a fazer escola em casa
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Em janeiro vamos de “Mochila” às costas até à tenda do Chapitô! É já no ano novo, dia 9 de janeiro, a partir das 15h30. A Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo do Chapitô (EPAOE), que forma profissionais ligados às artes circenses, chegará à tenda determinada a apresentar-se no seu próprio idioma. Preparou-se uma viagem ao centro da Escola de Circo do Chapitô, de modo a observar de perto essa missão de ser casa, escola, circo e um lugar num mundo em que todos têm lugar. Partindo de uma curta-metragem, seguida de debate, estaremos de malas prontas para vos acompanhar numa viagem polifónica por uma escola que é também um projeto social, cultural e educativo, comprometido com os princípios da equidade, justiça e inclusão social. Tudo isto será mostrado, testemunhado, narrado com aquela magia do circo que, afinal, até consegue fazer de uma escola uma casa. Assista aqui.
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ENCONTRO Escola do Porto Santo
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Na Escola do Porto Santo*, nos últimos dias de novembro, organizada pela Porta 33, com a parceria do Plano Nacional das Artes, reuniu-se um grupo de artistas, arquitetos e educadores para uma residência de pensamento. Esta iniciativa teve como objetivo propor um programa de ações diversificadas para o biénio 2025-2026, envolvendo a comunidade porto-santense. No dia 29 de novembro, decorreu uma apresentação do Plano Nacional das Artes na Escola Básica e Secundária Professor Dr. Francisco de Freitas Branco, orientada por Paulo Pires do Vale e Maria Emanuel Albergaria. A sessão contou com a participação de alunos e professores desta escola, localizada na ilha de Porto Santo. *A Escola do Porto Santo é uma escola primária projetada pelo arquiteto Raul Chorão Ramalho (1914-2002) nos anos 60 do século XX. Este edifício modernista apresenta uma conceção inovadora dos espaços educativos, onde cada sala de aula dispõe de um espaço ao ar livre, adaptando-se às características da ilha de Porto Santo.
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ENTREVISTA Forças combinadas com Teresa Ricou
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“Enquanto disciplina das artes circenses, as forças combinadas pressupõem um exercício cooperativo de destreza e força, a conjugação dinâmica das forças individuais e a busca incessante pela inovação, ousando desafiar as possibilidades instituídas. Este é um exercício diário de resiliência.”Leia a entrevista na íntegra.
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Atividades desenvolvidas no âmbito do Plano Cultural de Escola.
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