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IMG-20221210-WA0004Direito a ter Direitos na Paz e na Guerra

 

 

 

         “Não estamos vivas nem mortas” são as palavras que a afegã Parveen Hashafi disse para descrever a vida das mulheres vivida sob o regime Taliban. A violação dos direitos humanos em conflitos violentos é uma inevitabilidade, mas, historicamente, tem sido uma oportunidade para que sejam abertas brechas de humanidade no apocalipse now que é toda a guerra. Sobre isto concordaram José Manuel Pureza, Pedro Mexia e Teresa Almeida Cravo, convidados pelos professores de Filosofia do Agrupamento de Escolas Figueira Mar, no Dia Mundial dos Direitos Humanos, assinalado no dia 10 de dezembro, pelas 16h30min, no Teatro Caras Direitas.

         José Manuel Pureza, Pedro Mexia e Teresa Almeida Cravo também estiveram de acordo quanto ao mundo ser melhor com os direitos humanos do que sem eles, quanto à sua universalidade, incompletude, dinamismo, dissidência e à defesa do princípio de defesa dos direitos humanos. Sobre outras coisas, nomeadamente, sobre a complexidade dos direitos humanos e a sua relação com formas de organização social e política concretas, a importância da lotaria natural e social na tensão entre liberdade e diferença, o desacordo foi evidente dando origem a uma “pólemos” (πόλεμος) que aqueceu e teve de ser interrompida pelo aviso de jantar marcado para as 20 horas e por o Pedro Mexia ter ainda de regressar a Lisboa.

         Do início ao fim [já perto das 19h20min], houve alunos, muitos alunos do 5.º B, 8.º A e B, 11.º A, B e C, que cantaram muitas vezes, fizeram experiências mentais, disseram muita poesia, deram uma conferência de imprensa, lembraram a natureza humana, a inevitabilidade da violência, e o direito a viver uma paz verdadeira e não a dos cemitérios. Terminaram com “as palavras homem”, de Cesariny, com “dois caminhos bifurcavam, e eu…”, de Frost e, obviamente, com “Imagine there’s no heaven…”.

 

Agrupamento de Escolas Figueira Mar