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Alunos da Escola Bernardino Machado visitaram o Passado e o Presente da Cidade de Coimbra
No dia 16 de fevereiro, os alunos da turma 11º A (Curso de Línguas e Humanidades), da Escola Secundária Dr. Bernardino Machado (Agrupamento de Escolas Figueira Mar), realizaram uma visita de estudo à cidade de Coimbra.
Esta iniciativa de cariz transdisciplinar (que envolveu a disciplina de Inglês e com maior enfoque sobre os conteúdos programáticos de Geografia A e História A) visou atingir sobretudo os seguintes objetivos:
- Compreender a organização interna das cidades (através do caso do «centro» de Coimbra).
- Reconhecer a importância do «centro» na dinâmica das cidades.
- Descrever a evolução histórica e funcional dos «centros» das cidades [neste caso, focalizada na evolução urbana da cidade de Coimbra].
- Reconhecer a marca dos diferentes períodos históricos na evolução urbana de Coimbra, inscritos no património edificado e na malha urbana da cidade.
- Constatar a existência de múltiplos problemas urbanos, em especial, relacionados com o envelhecimento e desertificação das «zonas históricas».
- Tomar conhecimento de intervenções concretas no âmbito dos seguintes programas/iniciativas: PRAUD e POLIS (e outros programas ou ações de qualificação, reabilitação e revitalização urbana).
Partindo da Estação da CP da Figueira da Foz, o grupo fez a viagem até Coimbra no comboio urbano que liga estas duas cidades. Chegados a meio da manhã à Estação de Coimbra A, iniciou-se a visita pedonal por algumas artérias da «Baixa» Coimbrã, com paragens destacadas na Praça do Comércio, Rua Eduardo Coelho (Rua dos Sapateiros, onde atualmente já não há uma sapataria!), Praça 8 de Maio e, finalmente, na Rua Visconde da Luz, junto ao Arco de Almedina.
Depois de alguns momentos de “aula ao ar livre” sobre a História e a Geografia Urbana do antigo «Arrabalde» da cidade, do emblemático Arco/Torre de Almedina seguiu-se para um percurso pela «Alta Coimbrã» designadamente: Quebra-Costas, Arco/Palácio de Sub-Ripas, Largo da Sé Velha, Rua Joaquim António de Aguiar, Rua Fernandes Tomás, com finalização deste percurso na Couraça de Lisboa. Na antiga zona intramuros, que esteve na origem do povoado e da própria cidade de Coimbra, destacou-se a importância da Sé Velha (e do respetivo largo), enquanto elemento centralizador do urbanismo medieval, envolvido pela malha labiríntica de ruas estreitas, becos e escadarias, desta parte do centro histórico da cidade.
Tal como acontecera na «baixa da cidade», também aqui foi possível observar a abundância de edifícios reabilitados através do Programa PRAUD (dos finais dos anos 90 e princípios de 2000), obras de qualificação que vieram dar uma outra vitalidade ao «centro histórico» conimbricense.
A visita terminou noutro espaço de reurbanização recente: o Parque Verde Mondego. Neste caso, o programa de requalificação urbana e valorização ambiental «POLIS» veio devolver à cidade, no dealbar deste século, um espaço outrora abandonado, que separava a cidade do Rio Mondego.
Tratou-se, sem dúvida, de uma singular e marcante jornada educativa. Com esta saída da escola, os alunos puderam aprender e sentirem-se, de algum modo, protagonistas da Geografia, da História e da Cultura da sua região e do país.
Tiveram ainda a oportunidade de conviver e de interagir com os atores e os acontecimentos do presente, nos “lugares do passado”, aspetos que serão certamente marcantes na construção da sua identidade e no exercício futuro de uma cidadania participativa.








































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